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Cidadãos de Cruzália denunciam possível irregularidade no processo de escolha de conselheiros tutelares

Valdemir Bernardo da Cruz e Larissa Rodrigues da Cruz comentam que vão procurar o Ministério Público para relatar a situação
Valdemir Bernardo da Cruz e Larissa Rodrigues da Cruz comentam que vão procurar o Ministério Público para relatar a situação

O senhor Valdemir Bernardo da Cruz, de Cruzália, procurou na sexta-feira, dia 24 de julho, a redação da Folha de Pedrinhas. Ele denuncia uma possível irregularidade no processo de escolha dos novos membros do Conselho Tutelar do município.

Ele conta que foi divulgado edital para o processo de escolha destes novos membros e, interessada em uma das vagas, sua filha, Larissa Rodrigues da Cruz, se inscreveu para a seleção. Ao ler o edital Larissa percebeu que, para assumir o cargo, seria necessário ter 21 anos.

Ela foi, então, em busca de informações, uma vez que ela tem 20 anos e completa 21 no ano que vem. Ela foi informada pela presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) de que poderia participar, pois já teria 21 anos quando tomasse posse do cargo, em caso de aprovação.

Munida dessa informação, Larissa pagou a inscrição de R$ 30 e levou sua documentação até o CMDCA. Na sequência ela recebeu uma ligação informando que a documentação estava toda correta e que ela poderia participar da prova objetiva do processo de escolha.

Mesmo estando tudo correto e tendo seu nome incluído no edital da lista de inscritos do processo de escolha e tendo feito a prova objetiva, Larissa foi informada na sequência de que ela estava eliminada da fase seguinte por não ter 21 anos.

“É no mínimo uma péssima organização. Se eu não pudesse realizar a prova, então deveriam ter avisado isso antes da inscrição. Mas não é descartado que pode ter ocorrido má fé para favorecer outras pessoas”, diz a jovem.

“Creio que isso foi um caso claro de favorecimento. A pessoa que denunciou minha filha já havia participado de processo seletivo para monitora de alunos e ficou nas primeiras colocações. Porém, soube que ela abriu mão da vaga e preferiu entrar no Conselho Tutelar (do qual ela já faz parte), parecendo ter a certeza de que seria aprovada na seleção”, completa Valdemir.

O cruzaliense lembra que não é a primeira vez que um processo de escolha da Prefeitura é alvo de suspeita na cidade. Ele destaca um concurso onde uma pessoa aprovada em 7º lugar não foi convocada, tendo em seu lugar um cidadão que havia sido aprovado em 8º no mesmo processo. “Houve denúncia junto à Justiça e a Prefeitura foi obrigada a voltar atrás e convocar o trabalhador correto, aquele que foi aprovado em 7º lugar. Fica a impressão de que eles colocam lá, quem eles querem”, desabafa ele.

Valdemir procurou por um vereador e foi informado, de maneira informal, de que isso seria de praxe na Prefeitura de Cruzália, que aprovaria quem é de interesse da municipalidade.

Pai e filha confirmam que vão procurar pelo Ministério Público para denunciar essa situação, suspeitando que existem indícios de possível irregularidade no processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar.

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